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Vieira Portuense: o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo

13 de maio de 2024

Entre 1801 e 1802 trabalhou em Lisboa nas ilustrações de uma edição de "Os Lusíadas", promovida por D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1801-1802). A 1 de Julho de 1803, Francisco Vieira foi nomeado diretor da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto.

Vieira Portuense, como ficou conhecido Francisco Vieira para se distinguir de Vieira Lusitano, foi o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo, estudando na Europa onde conviveu com obras de grandes mestres e com os mais relevantes artistas e mecenas. Homem culto e poliglota, Francisco Vieira regressou ao país para partilhar com Domingos Sequeira, o estatuto de pintor do regente D. João VI.

Encontra-se representado na exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, de onde destacamos a Fuga de Margarida de Anjou (na imagem), pintada por Francisco Vieira Portuense no período em que viveu em Londres. Foi apresentada na exposição da Royal Academy of Arts em 1798 e é inspirada na História de Inglaterra de David Hume, publicada entre 1754 e 1762.

O episódio retratado ocorreu durante a Guerra das Duas Rosas (1455 - 1485) que opôs as famílias de Lancaster e York na disputa pelo trono de Inglaterra. A cena representa um momento da fuga da rainha Margarida de Anjou com o filho Eduardo para a Escócia. Este é talvez o momento mais emotivo de todo o enredo, reforçado aqui pelo posicionamento das figuras à mercê de uma paisagem monumental.

Fonte bibliográfica