14 de fevereiro de 2024

Em 1499, por decisão do bispo D. Diogo de Sousa, as relíquias foram transladadas para a Sé Catedral do Porto. No busto relicário, utilizado na visita a doentes, foi guardado um fragmento do crânio de São Pantaleão.
Este objeto devocional, que integra as coleções do MNSR desde 1941, é um dos mais antigos bustos relicários conhecidos em Portugal. Pela ausência de objetos similares, torna-se difícil estabelecer uma cronologia exata para a sua execução e definir a origem do seu fabrico.
Ao longo da sua existência nesta Instituição conta com uma bibliografia longa, tendo sido alvo de estudos multidisciplinares após a sua abertura em 1999, materializados em 2003, numa Exposição no Museu Soares dos Reis e no Catálogo que lhe serviu de suporte, com o título Esta é a cabeça de São Pantaleão.
De autoria desconhecida, elaborado em prata branca, dourada e pintada, esmaltes, ouro e quartzo hialino, o busto relicário de São Pantaleão data dos séculos XV e XVI. Encontra-se classificado como Tesouro Nacional, pelo seu valor cultural de significado para a história e para a memória coletiva.
