31 de março de 2026

A sua obra encontra-se representada em diversas coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais, incluindo no Museu Nacional Soares dos Reis, onde integra a narrativa expositiva dedicada à arte contemporânea portuguesa, constituindo um testemunho duradouro da relevância do seu contributo artístico.
O percurso de Armando Alves cruza-se também com a história do Centro de Arte Contemporânea (CAC), estrutura pioneira que funcionou no Museu Nacional Soares dos Reis, entre 1976 e 1980, e que desempenhou um papel determinante na afirmação e divulgação da arte contemporânea em Portugal, promovendo cerca de uma centena de exposições e atividades culturais num contexto de profunda transformação social e política.
Em 2024, o Museu evocou este momento fundador através da exposição “Centro de Arte Contemporânea - 50 anos: A Democratização Vivida”, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. A mostra revisitou a história e o impacto do CAC, reunindo artistas que nele participaram ou cuja trajetória se relaciona com esse período, entre os quais Armando Alves, reafirmando a sua relevância no contexto artístico nacional e a sua ligação a este importante capítulo da vida cultural portuguesa.
O Museu Nacional Soares dos Reis endereça sentidas condolências à família, amigos e a toda a comunidade artística, evocando a memória de Armando Alves como um criador de exceção, cuja obra e legado permanecem indissociáveis da história da arte contemporânea em Portugal.
Legenda da imagem
Escultura (Sem título), de Armando Alves, na exposição Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida
Museu Nacional Soares dos Reis | 2024
