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José Teixeira Barreto: de monge beneditino a pintor e colecionador

22 de fevereiro de 2024

De regresso a Portugal, trouxe uma coleção de pintura que veio a constituir um museu no Mosteiro de Tibães (dispersa após 1834 e que veio a integrar o Museu Portuense, atual Museu Nacional Soares dos Reis), as relíquias da virgem e mártir Santa Clara, depositadas na igreja do Terço (1798) e depois trasladadas (1803) para a capela do Bonfim, e três livros de desenhos da sua autoria, dois deles hoje pertencentes à Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e o outro ao Museu Nacional Soares dos Reis.

No período pós-romano, produziu as pinturas do coro-alto da igreja matriz de Santo Tirso, o pano de boca do camarim do altar-mor da igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, no Porto (c. 1800), o pano de boca do altar-mor da igreja paroquial de S. João da Foz, no Porto, pinturas para os mosteiros de S. João de Pendorada e de Santa Maria de Pombeiro, possivelmente duas telas para a igreja portuense de S. Lourenço e hoje guardadas no Museu Nacional Soares dos Reis ("S. Pedro mostrando a Eucaristia" e "O Maná"), o autorretrato (Museu Nacional Soares dos Reis) e um retrato do pintor Francisco Vieira, o Portuense.

Na fase final da vida solicitou o reingresso na ordem beneditina. Porém, a morte surpreendeu-o no dia 6 de novembro de 1810. Foi sepultado no dia seguinte, numa campa rasa com o n.º 18, no cruzeiro da igreja do Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto. José Teixeira Barreto deixou um valioso legado, composto pela sua obra pictórica e também pelos quadros que colecionou.

Fonte documental