20 de agosto de 2026

Para o Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, esta parceria representa mais um passo na estratégia de aproximação do Museu à cidade e às suas instituições, objetivo estratégico da atividade do MNSR. “Contar com a Fundação Miranda de Andrade, uma jovem Fundação da cidade, como amigo do Museu Nacional Soares dos Reis, é um privilégio e mais um passo no caminho da estratégia que definimos para o nosso Museu”, sublinha.
A ligação entre a Fundação e a valorização da memória cultural encontra uma expressão particularmente significativa na figura de Francisco Miranda de Andrade, intelectual, professor e investigador literário, natural de Barcelos, licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras do Porto. Foi professor e reitor de vários liceus, nomeadamente reitor do Liceu de Lamego e vice-reitor e reitor do Liceu de Braga. A sua produção inclui diversos estudos de literatura portuguesa, entre os quais Camões e o Platonismo, publicado em 1926.
É precisamente esta obra que estará no centro de uma iniciativa promovida pela Fundação Miranda de Andrade já no próximo dia 26 de agosto, estabelecendo também uma ligação direta ao Museu Nacional Soares dos Reis.
Roteiro Camoniano passa pelo MNSR
No dia 26 de agosto, a Fundação Miranda de Andrade promove um Roteiro Camoniano no Porto, convidando a descobrir lugares da cidade que conservam memórias associadas a Luís de Camões. O percurso terá início às 16h30, no Palácio da Justiça, e incluirá diferentes espaços da cidade relacionados com a presença e a representação do poeta.
Entre as paragens encontra-se o Museu Nacional Soares dos Reis, onde o percurso permitirá conhecer um conjunto de peças diretamente relacionadas com a memória de Camões, nomeadamente o busto de Luís de Camões, moldado em gesso em 1876 por Francisco José Resende.
O roteiro terminará com a apresentação da reedição de Camões e o Platonismo (um problema de crítica literária), de Francisco Miranda de Andrade, integrada na programação da Feira do Livro do Porto. A obra, originalmente publicada em 1926 como tese de licenciatura apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, constitui uma referência na produção ensaística do autor sobre Camões.
A nova parceria entre a Fundação Miranda de Andrade e o MNSR reforça, assim, uma visão partilhada sobre a importância da cultura enquanto instrumento de valorização da memória, produção de conhecimento e construção de relações duradouras com a comunidade. Para o Museu, a integração da Fundação no CDJF representa também uma oportunidade para aprofundar a sua ligação a uma nova geração de instituições culturais da cidade e para afirmar o papel do MNSR enquanto espaço aberto à cidade, à sua história e ao seu futuro.
