De 7 agosto a 21 outubro, a 3ª Bienal de Fotografia de Lamego e Vale do Varosa apresenta ‘Paisagem’, uma exposição inédita da obra de José Zagalo Ilharco, fotógrafo amador de grande mérito, premiado a nível nacional e internacional.
•
A mostra com curadoria de Rui Pinheiro, que esteve patente no Museu Nacional Soares dos Reis entre janeiro e abril deste ano, ruma agora até ao Museu de Lamego, cidade onde José Zagalo Ilharco nasceu a 31 outubro de 1860.
•
Dedicou-se especialmente à fotografia de paisagem, com enfoque em Matosinhos, Leça da Palmeira, Porto, Lamego, Guarda e Penafiel. A sua obra fotográfica, composta por mais de 260 imagens, integra ainda uma série de retratos dos seus familiares e amigos, bem como das casas onde residiu e respetivos jardins.
•
O título desta exposição inspira-se no homónimo da fotografia do Rio Sousa, premiada em Bruxelas, em 1895.
•
Quando jovem adulto, José Zagalo Ilharco fixou residência na cidade do Porto, onde se tornou um bem-sucedido homem de negócios, entre outros, nos setores dos Seguros e do Comércio, tendo-se dedicado ainda, nos seus tempos livres, a diversas atividades culturais e recreativas, com destaque para a fotografia amadora e a floricultura, interesses que partilhava com o seu amigo Aurélio Paz dos Reis, pioneiro cineasta português.
•
José Zagalo Ilharco foi sócio fundador e diretor do Real Velo Club do Porto, tendo fotografado, em 1893, ano da sua fundação, o grupo de membros da Direção e o Velódromo, localizado nas traseiras do Palácio das Carrancas, onde se encontra instalado o Museu Nacional Soares dos Reis. José Zagalo Ilharco faleceu a 5 novembro de 1910, no Porto, repentinamente, aos 50 anos de idade.
•
Paisagem é, precisamente, o tema deste ano da Bienal de Fotografia de Lamego e Vale do Varosa (abre numa nova janela). Para além da dimensão estética inerente às propostas expositivas, interessou à curadoria da Bienal (Manuela Matos Monteiro e João Lafuente) que as obras apresentadas produzissem uma reflexão crítica sobre o papel do humano – coletivo e individual – no desenho da paisagem e na forma como quotidianamente a habitamos.