20 de outubro de 2023

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Neste duplo autorretrato, datado de 1929, o artista pinta-se no próprio ato da representação. Jogo de tempos contrários premeditadamente concretizado entre os dois universos em que se moveu o artista — o do desenho e o da pintura — com reforço evidente do primeiro, uma vez que o retrato pintado é aqui o momento de passagem e o desenho, apurado no rigor e na síntese, a obra final.
Esta é uma obra singular que José Tagarro realizou no final da vida e foi, aliás, prematuramente interrompida. É considerada das mais reveladoras do entendimento que o artista teve da sua própria produção e percurso e um dos mais marcantes autorretratos da arte portuguesa.
A delegação do Met Museum - The Metropolitan Museum of Art prosseguiu a visita orientada ao Museu Nacional Soares dos Reis, com passagens pelas salas do Romantismo e Naturalismo, adquirindo conhecimentos sobre o movimento de artistas portugueses e os seus percursos formativos no estrangeiro, assim como sobre a importância das trocas comerciais e culturais dos portugueses com os povos dos novos continentes.
