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Comunicação sobre Casa-Museu Fernando de Castro em Congresso no Brasil

3 de novembro de 2023

Sob o mote «Estranhamentos na História da Arte e em Coleções», o segundo dia do colóquio será dedicado a comunicações enquadradas no tema geral Coleções estranhas e estrangeiras, onde se inclui a comunicação Um “altar sem culto”: a Casa-Museu Fernando de Castro (Porto), por Ana Anjos Mântua e Vera Gonçalves.

De acordo com os objetivos enunciados pela organização do evento, “é diante da perspetiva do inesperado, do invulgar e singular, da visão primeira ainda sem reconhecimento, ou do estranhamente familiar, que propomos pensar juntos as várias formas de estranhamento na arte e em coleções. Com isso, pretendemos revisar a historiografia da arte e a história das coleções, no sentido de melhor compreender como os historiadores, críticos, teóricos da arte e os colecionadores lidaram com os estranhamentos a eles colocados ou deliberadamente buscados”.

Neste enquadramento, o tema Coleções estranhas e estrangeiras propõe a apresentação de estudos sobre coleções e colecionadores “estranhos”, seja pelo tipo de peças colecionadas ou pela forma como as coleções se formaram.

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952.