15 de abril de 2026

Durante muito tempo conhecido apenas pela assinatura Eques Faria, o artista foi identificado como Inocêncio de Faria e Aguiar (1709–1792), funcionário do Conselho da Fazenda que, fora do exercício profissional, se dedicava ao desenho. Trabalhando exclusivamente com pena e tinta castanha, os mesmos instrumentos da escrita, construiu uma produção singular, marcada pela liberdade temática e pela originalidade gráfica.
A exposição reúne desenhos realizados sobretudo nas décadas de 1760 e 1770, revelando um olhar atento sobre o seu tempo. Entre cenas militares, paisagens com ruínas clássicas, vistas de aldeias, estalagens, romarias e festas campestres, emerge um testemunho raro e fascinante da vida quotidiana e do imaginário setecentista.
Adaptada da primeira exposição monográfica dedicada ao artista, organizada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, esta apresentação no MNSR convida o público a descobrir uma figura pouco conhecida, mas essencial para compreender a diversidade da prática artística em Portugal no século XVIII.
Inserido no programa “MNAA no MNSR”, este projeto reforça o compromisso de colaboração entre museus nacionais, promovendo a circulação de obras e novas leituras sobre o património artístico português.
