19 de setembro de 2023

Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo morrido com 30 anos, de gripe pneumónica.
Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, "um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna".
Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição (na imagem) dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.
Robert Delaunay e Sonia Delaunay - um casal de artistas que se destacou no impulsionamento do Orfismo - viveram cerca de um ano em Portugal durante o período da primeira Guerra Mundial, e travaram conhecimento com os artistas portugueses Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, de quem se tornaram amigos.
'Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930' vai estar patente no Museu Guggenheim, em Nova Iorque, de 08 de novembro de 2024 a 09 de março de 2025.
