7 de abril de 2024

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Em 2017, o Museu Nacional Soares dos Reis, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, acolheu a exposição "José de Almada Negreiros: desenho em movimento". Com curadoria de Mariana Pinto dos Santos, a mostra reuniu 90 trabalhos reveladores da importância da linguagem cinematográfica na sua obra plástica.
Várias das obras selecionadas para a mostra estiveram na exposição "Almada Negreiros. Uma Maneira de Ser Moderno" que, no início desse ano, ocupou vários espaços do Museu Gulbenkian e da programação da Fundação, em Lisboa.
Em grande parte do trabalho de Almada Negreiros é bem visível a sua vontade de contar histórias com imagens, muitas das quais com apontamentos de humor, tanto em séries de desenhos, como em obras integradas em edifícios e mesmo em tapeçarias. Fascinado com a possibilidade de dar vida ao desenho e de o pôr em movimento, Almada Negreiros teve a intenção por diversas vezes de experimentar a animação, mas não chegou a concretizar o seu desejo.
A conjugação entre cinema e desenho surge em obras como a lanterna mágica La Tragedia de Doña Ajada (1929) e no filme desenhado O Naufrágio da Ínsua (1934), trabalhos especificamente concebidos para apresentações públicas em écran de cinema, real ou imaginado. A hibridez entre desenho e cinema está também expressa em alguns dos seus textos literários, poéticos e ensaísticos, onde se notam intersecções plásticas e cinematográficas.
"José de Almada Negreiros: desenho em movimento" esteve patente, no Museu Nacional Soares dos Reis, entre 30 de novembro 2017 e 18 de março 2018.
