11 de novembro de 2023

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.
Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.
Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.
Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.
De entre as inúmeras obras de Silva Porto expostas no Museu Nacional Soares dos Reis destacamos o óleo sobre tela Colheita – Ceifeiras (na imagem). Esta obra integrou a Doação Honório de Lima (DHL) feita a favor da Câmara Municipal do Porto em 1941.
Elisa Adelaide Bessa Lima, viúva de Eduardo Honório de Lima, em cumprimento da disposição do marido, doou à Câmara Municipal do Porto, em 1941, 21 quadros da autoria de Silva Porto. O conjunto destas 21 obras consta do Inventário Geral do Museu Municipal do Porto de 1938/39, cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41, conforme o Decreto-Lei 27.879 de 21 julho de 1937.
Foto da capa: António Carvalho da Silva Porto (1850-1893), artista português, numa gravura publicada em 1886, no Diario Illustrado (@Biblioteca Nacional de Portugal)
