26 de janeiro de 2024

Estes retratos estão distribuídos por várias coleções na Europa e no Brasil (Paço Ducal de Vila Viçosa, Museu Militar de Lisboa, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, São Paulo, Museu Imperial de Petropolis, Palácio Real de Estocolmo, além de outros em coleções particulares, no Brasil e na Alemanha).
Essas versões têm vindo a ser atribuídas a Friedrich Dürk, discípulo e sobrinho de Stieler, que terá preparado um retrato de D. Amélia para edição de uma gravura, na qual consta o seu nome como autor da pintura original. Porém, a matriz de todos esses retratos, mesmo do executado por Stieler, poderá ser afinal um retrato triplo, representando D. Pedro IV, D. Maria II e D. Amélia, (hoje no Centro Cultural da Casa Pia de Lisboa), datado de 1834 e assinado por Maurício do Carmo Sendim (1786-1870).
Nesse retrato D. Amélia é representada com o rosto na mesma posição e usando exatamente o mesmo penteado e joias. Diferem a torção do tronco e a cor do vestido (aliás do mesmo corte que o vestido representado nos retratos atribuídos a Stieler e Dürk).
O retrato de D. Amélia da coleção do Museu Nacional de Soares dos Reis difere de todos os outros pelo facto de a Imperatriz aí ser representada usando uma faixa de tecido azul, verde e branco, cruzada sobre o tronco.
