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150 anos do primeiro atelier de António Soares dos Reis

18 de setembro de 2023

Aos 20 anos, António Soares dos Reis tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867 partiu para Paris, onde frequentou o atelier de M. Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts.

“Findo o período do pensionato regressou a Portugal, chegando a Vila Nova de Gaia nos primeiros dias de Setembro de 1872. Foi nessa altura que Soares dos Reis apresentou O Desterrado como prova documental do aproveitamento dos seus estudos, de modo a justificar a sua permanência no estrangeiro, ao abrigo da bolsa de Estudo. Ainda nesse ano, a 23 de Dezembro, foi nomeado Académico de Mérito pela Academia do Porto.

Em 1873, instalou-se naquele que foi o seu primeiro atelier, situado no n.º. 99 da Rua das Malmerendas, atual Rua Dr. Alves Veiga. (…) E assim decorreram dois anos até a encomenda de dois bustos em mármore, do Visconde de Tamandaré e do Marquês do Herval, lhe abrirem novos horizontes.

Manteve-se nessa primeira oficina até 1875 onde realizou ainda algumas das suas primeiras obras de relevo: Cabeça de Negro, Saudade, O Artista na Infância (obra em homenagem a Grão Vasco) e a encomenda de uma Nossa Senhora da Vitória (que não foi bem recebida pela Igreja).

Quando o trabalho começou a dar sinais de melhoras, o escultor Soares dos Reis começou a trabalhar num projeto, que já há muito acalentava, de mandar construir uma casa, mais próximo de seus pais, que servisse também como oficina. Em 1876 recebeu a aprovação camarária para o projeto da casa-oficina que veio a ser edificada no número 33 da Rua Luís de Camões em Vila Nova de Gaia”
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Dissertação de Mestrado em História Regional e Local, na área de especialização de História e Gestão do Património, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2011, por Sónia Queiroga