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140º Aniversário de Nascimento de José de Oliveira Ferreira

8 de janeiro de 2024

Enquanto estudante participou nas obras de reconstrução do Palácio de S. Bento, dirigidas por Ventura Terra, e na produção do grupo escultórico A Pátria de Teixeira Lopes.

Após conclusão dos estudos continuou a colaborar no ateliê do seu mestre até que, em 1907, participou e venceu o concurso para pensionista do Estado no estrangeiro, com A prisão do mendigo.

Nesse centro artístico e cultural de referência estudou, entre outros escultores, com Mercié (1845-1916), confraternizou com outros artistas compatriotas (como os escultores Costa Mota, Simões de Almeida e João da Silva e os pintores Sousa Lopes, Acácio Lino e Amadeo Souza Cardoso), esculpiu, expôs e visitou museus.

Em 1908, o busto Sorriso foi premiado no Salon e produziu Ida para o dispensário, um conjunto escultórico em argila. Também enviou obras para a Exposição dos Trabalhos Escolares da Escola Portuense de Belas-Artes: Cabeça de mulher, Estudo ao natural, Cabeça desenhada do gesso e Mercúrio.

Em 1909, em colaboração com o irmão e arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira, participou no concurso para o Monumento à Guerra Peninsular, a erigir em Lisboa, com o projeto vencedor intitulado Aspirantes portugueses. O triunfo neste concurso obrigou-o à interrupção da bolsa de estudo. Regressou, então, a Portugal (de dezembro de 1910 a janeiro de 1911).

Em 1912, ocupou-se da construção da casa-oficina de Miramar (Vila Nova de Gaia), que ele próprio projetara, e onde veio a residir e a trabalhar, a partir de 1913.

Em 1930, participou na XXVII Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes, tendo alcançado a segunda medalha com o bronze O melhor sono da nossa vida, dedicado às mães, obra que veio a ser colocada em Viseu, terra natal da mãe do escultor.

Em 1931 ganhou a primeira medalha na XXVIII Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Dois anos depois, em 1933, foi inaugurado o Monumento à Guerra Peninsular e o escultor foi distinguido com o grau de comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada.

José de Oliveira Ferreira foi membro do Conselho de Arte e Arqueologia do Norte do País.

Morreu em Miramar, Vila Nova de Gaia, a 3 de Outubro de 1942.

Diogo de Macedo, na sua obra "Notas de Arte", referiu-se ao escultor como sendo um guia para a sua geração, pela arte e humildade que o haviam caraterizado
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Imagem: Busto do jornalista e fotógrafo Henrique Guedes de Oliveira, por José de Oliveira Ferreira (1907). Acervo do Museu Nacional Soares dos Reis


[1]
Adaptação de texto originalmente publicado aqui